Greve geral: o que você precisa saber sobre a tentativabetsul 20 bonusparar o país pela 1ª vezbetsul 20 bonus20 anos:betsul 20 bonus
- Paula Reverbel
- Da BBC Brasilbetsul 20 bonusSão Paulo

Crédito, Marcello Casal Jr./Agência Brasil
betsul 20 bonus As principais entidades sindicais do Brasil convocaram uma greve geral contra a ampliação da terceirização e as reformas previdenciária e trabalhista para esta sexta-feira- há a promessabetsul 20 bonusadesão por partebetsul 20 bonusdiversos setores do funcionalismo público e privadobetsul 20 bonustodo o país.
Espera-se, por exemplo, que bancários paralisem suas atividadesbetsul 20 bonusao menos 22 Estados,betsul 20 bonusacordo com informações da CUT (Central Única dos Trabalhadores), uma das centrais sindicais que convocaram a paralisação. Professores das redes pública e particular também dizem que irão cruzar os braços, assim como aeroviários e funcionários dos serviçosbetsul 20 bonusônibus, metrô e trens.
Além da CUT, a greve é convocada por CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), Intersindical, CSP-Conlutas (Central Sindical e Popular), UGT (União Geral dos Trabalhadores), Força Sindical, Nova Central, CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros) e CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil).
Confira, a seguir, o que você precisa saber sobre a paralisação.
1. Qual será o tamanho da greve?
Embora muitas categorias tenham confirmado a adesão, é impossível saberbetsul 20 bonusantemão. Por um lado, a pautabetsul 20 bonusreivindicações une todos esses trabalhadores. Por outro, décadas se passaram desde a última paralisação geral da dimensão pretendida, ocorridabetsul 20 bonus1996.
O presidente da CUT, Vagner Freitas, afirma que esta "será a maior greve da nossa história", mas ele próprio reconhece que houve, no passado, tentativas frustradas. "Tivemos uma grande grevebetsul 20 bonus1989, outras greves tentamos fazerbetsul 20 bonuslá para cá. Essa acho que vai ter uma adesão muito grande, todos os setores."
Especialistabetsul 20 bonusSociologia do Trabalho, o professor da USP Ruy Braga diz acreditar que a paralisação serábetsul 20 bonusfato grande, mas lembra que é comum que ocorram deserçõesbetsul 20 bonusúltima hora. "Muitos sindicatos ficam reticentes", afirma, citando medobetsul 20 bonusmultas ou outras formasbetsul 20 bonuspunição.
Para ele, a Reforma da Previdência tem particularmente o potencialbetsul 20 bonusatrair muitas pessoas para a greve.
"Segundo dados IBGE (Instituto Brasileirobetsul 20 bonusGeografia e Estatística), 80% dos lares brasileiros têm alguém que recebe algum benefício continuado ou Previdência. Isso tem um potencialbetsul 20 bonusgerar indignação muito mais agudo que as outras reformas que foram propostas", argumentou.
Já Hélio Zylberstajn, professor do Departamentobetsul 20 bonusEconomia da USP, acredita que o movimento terá o mesmo tamanho das greves mais recentes. "Acho que vai ser igual a todas as outras que eles fizeram:betsul 20 bonusmanhã vai ser muito forte e, lá pelas 10h, eles começam a liberar. Na hora do almoço, está tudo normal."
Ele argumenta que os organizadores conseguem fazer o transporte coletivo parar, montam piquetes e fecham as principais avenidas. "Não é uma paralisação maciça porque as pessoas todas param. É porque as pessoas são impedidasbetsul 20 bonusir trabalhar", diz.
Apesar disso, Zylberstajn reconhece que as reformas propostas pelo governo Michel Temer são mesmo muito impopulares, dando força para a greve.

Crédito, Paulo Pinto/Fotos Públicas
2. Quais setores vão aderir?
Os organizadores esperam que a greve inclua trabalhadores do transporte público, aeronautas, bancários, funcionários públicos e professores das redes públicas e privada, entre outros. Profissionais da indústria, como químicos e metalúrgicos, também prometem parar - incluindo aqueles que trabalhambetsul 20 bonusunidades da Petrobrasbetsul 20 bonuspelo menos oito Estados.
Grandes aeroportos, como os das cidadesbetsul 20 bonusSão Paulo, Campinas (SP), Riobetsul 20 bonusJaneiro, Brasília e Porto Alegre podem ser afetados. Rodoviários dizem que irão pararbetsul 20 bonuscidadesbetsul 20 bonuspelo menos 13 Estados - na capital paulista ebetsul 20 bonusGuarulhos, a ideia é que apenas 30% da frota esteja operando a partir da 0h desta sexta. Metroviários já acordaram pararbetsul 20 bonuscidadesbetsul 20 bonusao menos cinco Estados.
Portuários estão previstos para pararbetsul 20 bonusmenos três Estados - um dos portos que pode parar é obetsul 20 bonusSantos, o principal do país. Nos Correios, a greve já foi aprovada por pelo menos oito Estados.
Servidores públicos municipais, estaduais e federais, do Judiciário e comerciários também prometem aderir. Bancários já contabilizam adesãobetsul 20 bonusno mínimo 23 Estados, mas nem todas as unidades fechariam.
Professores municipais, estaduais, universitários ebetsul 20 bonusescolas particulares são algumas das categorias mais esperadas, embora a adesão varie muitobetsul 20 bonusEstado para Estado.

Crédito, (Antonio Cruz/Agência Brasil)
3. Quais setores fazem uma greve ter sucesso?
Segundo Braga, da USP, os setores-chave são os mais disruptivos para a sociedade. Ou seja, trabalhadores que lidam com circulaçãobetsul 20 bonuspessoas (ônibus, metrô, trem, aeroportos), bancários e funcionários públicos.
O professor também explicou que os professores, quando aderembetsul 20 bonusmassa, também têm uma influência muito grande, uma vez que muitos pais acabam não tendo com quem deixar os filhos para sair para trabalhar. E como são numerosos, aumentam a massabetsul 20 bonusmanifestantes quando participambetsul 20 bonusprotestos.
"No casobetsul 20 bonustrabalhadores industriais, como metalúrgicos e petroleiros, acredito que o potencial disruptivo seja pequeno", afirmou.
Zylberstajn diz que os professores da rede particular aderiram para defender os próprios privilégios.
"Professoras no Brasil se aposentam depoisbetsul 20 bonuscontribuir 25 anos para a Previdência, independentemente da idade. Uma professora que começa a trabalhar aos 20 anos se aposenta com 45. Onde a greve vai ser mais forte? Nos colégios privados: todos os colégios estão anunciando que não vai ter aula na sexta-feira", afirma.
A proposta atualbetsul 20 bonusReforma da Previdência estipula uma idade mínima para aposentadoria - 65 anos para homens e 62 para mulheres.
4. O que querem os grevistas?
A greve vem sendo articulada há cercabetsul 20 bonusum mês para fazer oposição às reformas Trabalhista e da Previdência e para protestar contra uma nova regra, sancionadabetsul 20 bonusmarço, que libera a terceirizaçãobetsul 20 bonustodas as atividades.
"(Marcamos a greve geral) Fundamentalmente por causabetsul 20 bonusretiradabetsul 20 bonusdireitos, por causabetsul 20 bonusdesmonte da Previdência, desmonte trabalhista, terceirização", diz Freitas, da CUT.
Algumas entidades que convocaram a paralisação são críticas ao governo Michel Temer como um todo, entre elas a CUT e a CTB, que foram contrárias ao impeachmentbetsul 20 bonusDilma Rousseff.

Crédito, Wilson Dias/Agência Brasil
Mas a greve também tem a participaçãobetsul 20 bonusentidades mais próximas do governo. É o caso da Força Sindical, que tem vínculo com o Solidariedade, partido que faz parte da base aliadabetsul 20 bonusTemer.
Miguel Torres, vice-presidente da Força, comparou a paralisação marcada para esta sexta-feira com a realizada há exatos cem anos,betsul 20 bonus1917.
"Naquela época, era tudo desregulamentado (em relação a questões trabalhistas). Boa parte do empresariado quer que a gente retorne a 1917", argumenta.
A BBC Brasil procurou o governo federal para saber seu posicionamento diante da paralisação e se mandará cortar o ponto dos servidores grevistas, mas o Palácio do Planalto informou que não comentará o assunto.
A gestão Temer tem defendido as reformas como uma formabetsul 20 bonusrecuperar a economia - e negado que elas irão tirar direitos do trabalhador.
5. Vai ter protesto?
Há protestos confirmadosbetsul 20 bonusdiversas cidades, como Campo Grande (MS), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Macapá (AP), Maceió (AL), Palmas (TO), Porto Alegre (RS), Riobetsul 20 bonusJaneiro (RJ), São Paulo (SP) e Rio Branco (AC).
O tamanho dessas manifestações também é incerto.
Na capital paulista, a ideia é caminhar do Largo da Batata,betsul 20 bonusPinheiros, até a frente da casabetsul 20 bonusTemer na cidade, que fica no Altobetsul 20 bonusPinheiros, na zona oeste.
O ato é organizado pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, agrupamentosbetsul 20 bonuspartidos, entidades sindicais e outros grupos que têm vínculos com movimentos sociais - principais organizadores dos protestos contra o impeachment.








